quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Mar, Alto

Hoje a noite sonhei que estava em alto mar. Que as ondas que batiam no meu navio queriam apenas que eu soubesse que estavam ali, o tempo todo comigo. O mar era bravo, muito bravo. Queria por que queria desmanchar o casco, que ali se mantinha intacto.
Mal sabia a mãe natureza que eu amava o mar. E que nunca teria medo dela, não importando o vento e a força da maré. O fato é que eu nunca esqueceria desse mar lindo que sempre me trouxe alegria e que nunca me dirá adeus.

domingo, 9 de outubro de 2011

Obstrução interna

Falou-se em mar. Que a água do mesmo de hoje, um dia bateu na pedra e transformou tudo em areia. Séculos, anos, meses, dias... E quando nada mais era do que o próprio tempo que transforma, que te traz a tona. Que te demonstra o quão seria importante essas questões que passaram. O vento que move a areia nada mais é do que os segundos que tiram os ponteiros de ordem. Faça mover, faça andar. Nem toda onda é igual, como nem todo colmo de areia é igual. Um dia nós fomos, hoje em dia nós somos. Amanhã? Não sei, dependo do vento, da brisa, do meu orgulho que hoje me cala. Do gesto que faço. Só não esqueço do nascer do sol que ontem foi o mesmo de quando eu te vi acordar pela primeira vez ao-meu-amanhecer.

sábado, 8 de outubro de 2011

De Notas

Eu não deveria te dizer, mas esse som, essa luz, esse me faz querer, só me faz crer, que o estar me faz aqui. Sempre estar. Eu e tu, ter tudo isso nos nossos pensamentos.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Sobre Pensar Em Tudo

Eu quero você assim, bem aí. Parada me olhando. Com um sorriso de “quero sempre isso”.
Foi assim que te conheci e foi assim que eu quero manter-te. Segure minha mão sempre assim, com essa força de que nunca irá soltar, pois tudo se encaminha para a curva que passa no céu.

domingo, 25 de setembro de 2011

Sobre Um Momento Doce

Algum tempo atrás ele pensou como ficaria e se sentiria quando coisas das quais ele imaginava acontecessem. Pois bem, esse dia chegou. "Inesperadamente" assim, do nada (redundantemente falando). Certamente ele já estava preparado para aquilo. Pois deixou a sua mochila com tudo dentro no sofá meses e meses atrás. Olha para o horizonte e realmente espera que tudo dê certo para as vidas alheias. E com o orgulho na alma e um punhado grande de amigos ele segue, com um belo sorriso no rosto.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Um Jardim Inteiro de Violetas

Levantei ontem e a primeira coisa que fiz foi abrir as janelas. Estava um dia lindo lá fora. Um sol amarelo que refletia sobre a grama que lá estava, levemente molhada da serração. Resolvi ir até lá, descalço mesmo. Sentir a grama molhada e respirar o cheiro da terra. Anos que não fazia isso. Me lembrou o tempo em que eu ia na casa da minha vó no interior da Zona Sul. Lugar do qual, trago somente lembranças maravilhosas. Na casa dela havia um lindo jardim, com muitas flores e árvores. Mas um jardim era e se tornou muito especial, pois lá havia uma jardim inteiro de Violetas. Muitas cores, muitos brilhos. Cada flor tinha um papel, o papel de faz-lá sorrir todos os dias para mundo.

domingo, 18 de setembro de 2011

Patos Brancos

Certa feita ele se lembrou de como fazia quando as coisas não estavam se encaminhando para o que lhe traria paz. Logo pensou no horizonte e de como as colinas da Islândia lhe faziam bem. Pensava sobre o cachorros que lá passeavam e de como aquele senhor alimentava seus patos, que por sinal no mundo não haviam mais brancos que aqueles. Lembrou do cheiro da comida da senhora de cabelos grisalhos que muito lembrava os cabelos de sua vó. Sorriu diante dos lembranças daquela viagem. Voltou aqui em seus pensamentos, sobre o trabalho, faculdade e seus dois filhos. Diante dali, pensamentos, amor, amizade e abraços. Nada mais parecia tão real quanto sentir a leve sensação da sua respiração no meu pescoço. Volta Islândia.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Sobre Coisas Que Ele Carrega Consigo - Since muito anos

Obrigado pela linda tarde de domingo no parque. Provavelmente eu já mais esquecerei aquele dia. Obrigado, por me fazer sentir e me permitir sentir o que eu já mais imaginaria sentir novamente. Aquele domingo foi nada comum. Eu pude sentir seus olhos cheios de mistérios e carinhos. Confesso que sua preocupação com minhas acnes e pele me chamou atenção, achei muito meigo, de verdade. Obrigado por cada sorriso sincero que eu consegui tirar e desenhar em ti. Obrigado por me fazer viver coisas dia-após-dia. Digo que minhas palhaçadas nunca foram em vão. Obrigado por tudo, obrigado pela minha vida.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Além das Montanhas

Ele não tem medo de dizer, mas hoje vive muito mais nos seus sonhos do que nos teus. Se hoje você ler seus pensamentos saberia que todo o amor que ele tinha pelas montanhas geladas se foi. O perfume dos dois evaporou-se com o calor do sol. Deu-lhe a chance, mas somente a chance de sentir saudade de quem um dia sentiu por você.

sábado, 6 de agosto de 2011

Voltar, Paris.

É quando você levanta as mãos e sente que o ar não está mais denso. Tudo estava claro e limpo. Olha as fotos das gavetas esquecidas e percebe que passou. Observa e ri das cartas empoeiradas e bobas que um dia recebeu. Talvez tudo que ali estava escrito pudesse um dia ter sido verdade, já nem sabia mais. Aquele calor intenso no peito e o suor nas mãos que antes eram freqüentes, hoje já não aparecem mais. Há quem diga que possam voltar, pelo mesmo motivo que outrora teve, mas não sabia mais de nada, ou então não acreditava em nada. Pensa em se apaixonar, pensa estar apaixonado, pensa em deixar de se apaixonar, pensa, pensa, pensa, pensa e pensa... Uma coisa era muito certa, Paris era sim uma cidade linda e quisera poder levá-la novamente